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Bahia Empata Fora e Juventude Cai: Análise da Queda na Série B

Por Redação FutBahia em 29/11/2025 08:51

Em um embate válido pela trigésima sexta rodada do Campeonato Brasileiro de 2025, Juventude e Bahia protagonizaram um empate de 1 a 1 no estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul. Para o clube gaúcho, o desfecho foi amargo: a combinação do resultado com a vitória de um adversário direto na zona de rebaixamento confirmou a sua descida para a Série B de 2026.

A noite teve um início promissor para o Esquadrão de Aço. A equipe baiana abriu o marcador com um belíssimo gol de Ademir, que soube capitalizar uma rápida transição ofensiva orquestrada por Everton Ribeiro. Contudo, a vantagem tricolor não se sustentou por muito tempo. Após uma jogada bem elaborada pelo lado do campo, Gabriel Taliari recebeu um cruzamento rasteiro e finalizou com precisão, igualando o placar ainda na primeira etapa.

Confronto Tenso e Decisões Cruciais em Campo

A segunda metade do jogo foi marcada por uma atmosfera de pressão e nervosismo. O Bahia buscou reassumir o controle da partida, mas acabou desperdiçando oportunidades claras de retomar a dianteira no placar. Do outro lado, o Juventude, impulsionado pela necessidade de reverter a situação, intensificou sua busca pela virada, explorando os espaços concedidos pelo adversário. Em um lance de pura garra alviverde, Marcos Paulo chegou a balançar as redes com um golaço de bicicleta, porém, a jogada foi anulada pelo VAR devido a um impedimento no início da construção ofensiva.

O empate persistiu até o apito final. Um dos grandes destaques da partida foi a atuação do goleiro do Bahia , Ronaldo, que realizou defesas cruciais, impedindo que o Juventude convertesse em gol pelo menos duas oportunidades claras de perigo.

Com este resultado, o time gaúcho encerra a temporada na penúltima colocação, acumulando 34 pontos. O Bahia , por sua vez, atinge 57 pontos, assegurando sua participação em pelo menos na fase preliminar da próxima edição da Libertadores, mas sem mais chances de uma vaga direta.

Bahia Empata Fora e Juventude Cai: Análise da Queda na Série B
Foto: (Rafael Rodrigues / EC Bahia)

A Queda do Juventude: Reflexos de um Planejamento Tardo

No rigor de um campeonato tão desafiador como o Brasileirão, a ilusão de jogos "fáceis" é perigosa, e a solidez do planejamento se revela como o verdadeiro diferencial entre os protagonistas e os coadjuvantes. Ao longo do ano, a equipe de Caxias do Sul pagou um preço alto pelas instabilidades em sua gestão técnica e pelas perdas significativas no elenco, culminando em seu terceiro rebaixamento na era dos pontos corridos.

A análise dos números revela um cenário preocupante. O time do Papo ostenta a segunda pior defesa da competição, com 65 gols sofridos e apenas 7 partidas sem ter suas redes balançadas. Sua capacidade ofensiva também foi limitada, marcando apenas 34 gols, exatamente o mesmo número de pontos conquistados em sua campanha.

Indicadores de Performance: Uma Temporada de Desafios

A seguir, uma tabela que detalha os principais indicadores de desempenho do Juventude na temporada que culminou em seu rebaixamento:

Categoria Dado
Posição Final Penúltimo Lugar
Pontos Conquistados 34
Gols Sofridos 65 (2ª pior defesa)
Jogos Sem Gols Sofridos 7
Gols Marcados 34
Desempenho Como Visitante 2º pior da competição
Desempenho Como Mandante 3º pior da competição
Pontos Conquistados no Alfredo Jaconi 24 de 34 totais
Aproveitamento (2025) 31%
Aproveitamento (2022) 19% (na queda anterior)

No que tange ao desempenho em seus domínios, o Alviverde também não conseguiu inspirar confiança: figura como o segundo pior visitante e o terceiro pior mandante do torneio. Dos 34 pontos obtidos, 24 foram conquistados no Alfredo Jaconi, evidenciando uma dependência excessiva do fator casa, que não foi suficiente. Comparando com o rebaixamento de 2022, a equipe de fato apresentou um aproveitamento superior este ano, com 31% contra 19% na queda anterior. Esses dados sublinham uma reação tardia do clube, que vislumbrou a permanência com a chegada de Thiago Carpini, alcançando uma sequência de resultados positivos, mas falhando em capitalizar oportunidades contra oponentes que, embora não fossem os mais expressivos em suas campanhas, eram decisivos para a sua permanência.

Além das questões de comando, o elenco passou por uma profunda reformulação no segundo turno, com 11 saídas e 11 reforços, praticamente um time inteiro que precisou se adaptar ao clube e ao delicado momento. O Juventude não sucumbiu por ausência de entrega, mas sim por adiar essa entrega para um momento em que o relógio já marcava os últimos instantes da corrida.

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