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Bahia 95 anos: O que esperar do Esquadrão na Libertadores 2026
Por Redação FutBahia em 01/01/2026 04:14
O Esporte Clube Bahia inicia seu 96º ciclo de vida com a responsabilidade de quem mudou definitivamente de prateleira no futebol sul-americano. Para a temporada de 2026, o foco imediato do elenco comandado por Rogério Ceni reside na fase preliminar da Libertadores, onde o enfrentamento contra o O'Higgins definirá as pretensões continentais do clube. Mais do que participar, a exigência interna agora é a consolidação na fase de grupos, refletindo o investimento pesado e a nova mentalidade institucional.
Além do cenário internacional, o Esquadrão de Aço carrega o fardo histórico de superar o teto de vidro na Copa do Brasil. Com dez quedas traumáticas na fase de quartas de final, a competição nacional tornou-se uma espécie de obsessão para o torcedor e para a diretoria. O planejamento para este ano ignora a passividade e foca em quebrar marcas que persistem desde as décadas de glória, buscando um título inédito que ratifique a nova fase.
A sustentação desse otimismo passa pela manutenção de pilares técnicos como Everton Ribeiro, Caio Alexandre e Jean Lucas, que sob a batuta de Ceni, transformaram o estilo de jogo tricolor. A evolução apresentada em 2025, coroada com os títulos do Baiano e da Copa do Nordeste, serve como lastro para um 2026 que promete ser ainda mais rigoroso em termos de calendário e competitividade, com o Brasileirão batendo à porta já no dia 28 deste mês.
Desafios Continentais e a Obsessão pela Copa do Brasil
O amadurecimento do projeto passa obrigatoriamente pela infraestrutura de ponta. O novo Centro de Treinamento, fruto de um aporte de R$ 300 milhões, sinaliza que a ambição do Bahia não se restringe às quatro linhas. O objetivo estratégico de possuir a melhor categoria de base do país até 2033 é um plano de longo prazo que começa a ganhar contornos reais, visando a autossuficiência e a revelação de talentos de nível mundial no CT.
A transição para a SAF, sob o controle do City Football Group em 2023, foi o divisor de águas necessário para a sobrevivência e crescimento do clube. Embora o primeiro ano da gestão tenha sido marcado por instabilidades e a permanência na elite garantida apenas na rodada final contra o Atlético-MG, o cenário atual é de estabilidade técnica. O Bahia deixou de ser um figurante que luta contra o descenso para se tornar um protagonista no mercado de transferências.
Essa nova realidade é um contraste direto com as décadas anteriores de agonia. Após o ápice em 1988, o clube atravessou um deserto técnico e administrativo preocupante. O rebaixamento em 1997 e a subsequente queda para a Série C em meados dos anos 2000 foram as cicatrizes mais profundas de uma instituição que, embora gigante pela sua torcida, parecia ter perdido o rumo da própria história de pioneirismo.
A Era City e a Reconstrução do Protagonismo Nacional
Ao celebrar 95 anos nesta quinta-feira, o Bahia olha para o passado para entender sua grandeza, mas sem o saudosismo paralisante que marcou anos anteriores. Fundado em 1º de janeiro de 1931, o clube que "Nasceu para vencer" rapidamente se tornou a maior força do Nordeste. O pioneirismo de ser o primeiro representante brasileiro em uma Libertadores e as estrelas douradas de 1959 e 1988 continuam sendo o norte para as futuras conquistas.
A hegemonia estadual e regional foi reafirmada recentemente, mas a lacuna de 38 anos sem um título brasileiro de elite ainda é uma sombra que o clube busca dissipar com investimentos certeiros. O domínio atual no Campeonato Baiano e na Copa do Nordeste é visto como obrigação dentro do novo organograma de poder do futebol nacional, onde o Bahia se posiciona como a principal potência fora do eixo Sul-Sudeste.
A trajetória de altos e baixos, que incluiu retornos sofridos à Série A em 2010 e 2022, moldou uma torcida resiliente e exigente. Hoje, o torcedor que lota a Arena Fonte Nova em noites de Libertadores não apenas apoia, mas cobra um desempenho condizente com o suporte financeiro e estrutural que o clube agora desfruta sob a gestão do conglomerado de Abu Dhabi.
Linha do Tempo de Conquistas e o Jejum Brasileiro
Abaixo, detalhamos o histórico de títulos que fundamentam a glória do Esquadrão de Aço e a situação atual de cada troféu na galeria tricolor:
| Competição | Anos dos Títulos | Status Atual |
|---|---|---|
| Campeonato Brasileiro | 1959 e 1988 | 38 anos de jejum |
| Copa do Nordeste | 2001, 2002, 2017, 2021 e 2025 | Atual Campeão |
| Campeonato Baiano | 51 títulos (1931 a 2025) | Atual Campeão |
O Bahia de 2026 é uma equipe em estado de prontidão e constante evolução. Com as frentes do estadual, regional e continental abertas, o clube atinge sua quase centenária existência provando que a mudança de patamar não é apenas um discurso de marketing, mas uma realidade tangível construída sobre os pilares da organização e da ambição esportiva.
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